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Sergio Palazzo - SAP Service

Onde você encontra o melhor conteúdo em projetos de infraestrutura.

Sergio Palazzo olha para sua direção com um sorriso no rosto. Em posição de se levantar, ele se prepara para uma palestra.

A COMPLEXIDADE DOS MÉTODOS NÃO DESTRUTIVOS DE CONSTRUÇÃO DE REDES NOVAS E RENOVAÇÃO DE REDES EXISTENTES, SUBTERRÂNEAS.

 (ESGOTO, ÁGUA BRUTA e TRATADA, DRENAGEM, ENERGIA, TELECOMUNICAÇÕES) Recentemente me dediquei a entender o que seria “A Complexidade Econômica” tema extensamente explorado pelo consagrado economista Paulo Gala (FGV e Banco Fator), pois há tempos (10 anos atrás)  a SABESP através da sua Superintendência de Gestão de Projetos Especiais  TG, publicou o que seria um documentos […]

 (ESGOTO, ÁGUA BRUTA e TRATADA, DRENAGEM, ENERGIA, TELECOMUNICAÇÕES)

Recentemente me dediquei a entender o que seria “A Complexidade Econômica” tema extensamente explorado pelo consagrado economista Paulo Gala (FGV e Banco Fator), pois há tempos (10 anos atrás)  a SABESP através da sua Superintendência de Gestão de Projetos Especiais  TG, publicou o que seria um documentos para padronização de orçamentos, e entre os tópicos estava a COMPLEXIDADE DAS OBRAS LINEARES EM MND.

Para já começar a estabelecer uma relação entre os processos complexos, James Glattfelder autor do livro DECODING COMPLEXITY: PATTERNS OF ECONOMIC COMPLEXITY, mencionado no livro do Prof. Luiz Gonzaga Belluzzo e seu sócio Gabriel Galípolo (agora 2° homem na hierarquia do Ministério da Economia) reproduzem a teoria daquele autor:

“A característica dos sistemas complexos é que o Todo exibe propriedades que não podem ser deduzidas das Partes individuais”

Traduzindo, como faz o autor: Trata-se de investigar como o comportamento macro decorre da interação entre os elementos do sistema.

Vou mais longe: O resultado macro de uma obra em MND decorre da interação entre os elementos que compõem o sistema de instalação por um determinado método.

Assim, como nos diversos sistemas complexos das atividades humanas (todas), é crucial que a identificação dos elementos do sistema, mas, sobretudo são decisivos os supostos que definem a natureza das relações entre esses elementos. Aqui um claro aproveitamento das colocações dos autores mencionados, ao invés de se tratar de sistemas econômicos, trata-se de sistemas construtivos.

Não caminho sozinho como pode a princípio parecer, ou que seja sugerido por quem não se interessa por esses aspectos da construção quando utilizando MND. O laureado, e nosso conhecido, Prof. Dr. Mohammad Najafi, declara em seu livro, PIPELINE INFRASTRUCTURE RENEWAL AND ASSET MANAGEMENT[1], textualmente que sistemas de tubulações são sistemas complexos. A Sabesp, há 10 (dez) anos declara a complexidade dos sistemas lineares quando usando MND e surfa sobre uma onda que por baixo, na profundidade,  uma infinidade de elementos decisivos cuja interrelação precisa ser tratada com mais seriedade.


[1] Tradução livre: INFRAESTRUTURA DE TUBULAÇÕES, RENOVAÇÃO E GERENCIAMENTO DE ATIVOS

A academia se escusa há mais de 20 (vinte) em assumir o papel que lhe foi confiado de orientar os setores que dela dependem, os proprietários de redes, editam documentos e documentos redigidos por seus profissionais que têm que se esforçar demais em algumas horas vagas de seus expedientes normais, para redigir normas internas, documentos como o mencionado no início do texto, e por aí afora.

Estou longe de desistir da missão com a qual me comprometi com juramento na diplomação solene da afiliação da ABRATT junto a ISTT há vinte  e tantos anos (naquela época havia essa celebração solene na frente do Subcomitê Executivo) de levar até a exaustão a luta pela técnica e discussão da complexidade das obras executadas utilizando-se métodos não destrutivos.

A despeito dos esforços de vários concessionários na elaboração de suas normas técnicas internas, a relação daquelas que se referem aos MNDs, estão longe, muito longe, de atenderem a complexidade que os métodos representam, deixando ao sabor da contratação e do vencedor da licitação a liberdade de conduzir a execução segundo suas conveniências.

O CREA que deveria fiscalizar editais sem projetos, sem ARTs dos projetistas, lógico, e sem quaisquer cálculos, não cumpre seu papel primordial, a despeito da excelente publicação da sua Resolução CONFEA 361, de 1991 onde dá ao tema um dos textos mais brilhantes e precisos do que é um PROJETO BÁSICO DETALHADO, pouco seguido, diga-se de passagem. Não posso dizer nunca, pois a PETROBRÁS há anos vem elaborando projetos de qualidade, e ninguém mais no setor que envolve MND além da THEMAG Engenharia , CPS Engenharia e ESTEIO Construções e Projetos, e um movimento discreto da Sabesp recentemente no seu projeto de renovação de 800 km de redes de distribuição d´água por MND (quando possível).

É muito pouco resultado para tantas décadas de luta, mas não será interrompida. Tenham todos um novo ano com boas escolhas, e quando se tratar de MND, sigam as orientações contidas nas duas literaturas traduzidas para o português, e todos os cálculos que os MNDs requerem!

OBRIGADO PELO PRESTÍGIO DA SUA LEITURA E DIVULGAÇÃO

Sérgio A. Palazzo, Embaixador do Instituto BAMI no Brasil, Fundador e Diretor da ABRATT, membro do Subcomitê Executivo da ISTT por vários anos. Diretor da SAP SERVICE Engenheiros Consultores.